
Meu segundo post eu queria dedicar a um homem muito especial, que infelizmente não está mais entre nós, meu pai.
A figura paterna consiste em basicamente educar seu filho ao mundo, mas meu pai fez muito mais que isso.
Não sei como escrever sobre ele, porque era um homem que nem um milhão de palavras seria o bastante pra descrevê-lo. Era extremamente alegre, feliz, gentil, bonito, brincalhão, comunicativo... Seu humor era contagiante, em qualquer lugar fazia as pessoas sorrirem. Até no hospital, quando ficava internado, fazia amizades desde os doutores ate as moças que limpavam o quarto.
É muito difícil esquecer uma pessoa assim, ate hoje quando ficam sabendo da triste noticia ficam todos abalados. Sua memória está em todo lugar.
Todo tempo que esteve junto a mim e minha mãe, Fernando Santana deixou todo tipo de lembrança, a maioria boa.
Nem sei como começar a contar as mais marcantes, porém, vou começar com uma maravilhosa, seu discurso de formatura. Meu pai era orador da turma de administração 2004 da PUC Contagem e começou seu discurso – espontâneo – falando sobre mim, que eu era um dos motivos dele começar a estudar. Foi muito bom saber disso.
Uma das coisas que nos gostávamos muito era treinar aikidô. Sempre nas férias as tardes de terças e quintas íamos treinar. E depois passávamos num posto pra lanchar (eu e ele). Mas isso faz tanto tempo, ele nem teve tempo de usar sua faixa preta.
Quando eu era menor, domingo depois do almoço ele brincava comigo depois íamos dormir.
Antes de ter o câncer, meu pai havia ficado algumas vezes no hospital, o que deixou seu organismo debilitado, mas as vezes que estava com câncer e ia pro hospital víamos sua vontade de vencer a doença e seu organismo fraquinho, já não agüentando mais. Não é bom ver um familiar ou amigo assim, então pra todos que passam por isso desejo muita força.
Quando ficou doente, meu pai não quis contar a ninguém apenas minha mãe podia saber, mas mesmo acima de suas vontades ela me contou e contribui orando muito por sua saúde. Nunca vi meu pai aborrecido ou chateado, fazia de tudo pra esconder o que sentia.
Sei que nem todos os pais são bons como o meu era, mas fico muito revoltada ao escutar pessoas falando mal de seus pais, sinto falta do meu por isso não aguento escutar coisas como “meu pai é um saco”. Por isso, se você fala coisas assim repense suas atitudes. Seu pai – e sua mãe – te amam incondicionalmente, mas não são eternos e nunca sabemos o dia de amanha, não imaginava jamais que meu pai partiria sem pelo menos me ver formando na faculdade, mas isso não aconteceu. E sempre que possível, diga aos seus pais que os ama, porque se eu pudesse, diria mais uma vez que amo meu pai.
Uma outra coisa que me marcou, negativamente, foi nossa primeira e única briga, o motivo não vem ao caso, mas eu disse que eu tinha me magoado. E isso o feriu, pois quando ele tava deitado na cama esperando o SAMU – a ultima vez que eu o vi fora do hospital – ele pergunto se eu estava magoada com ele, pode passar 100 anos que nunca vou esquecer “Filha, você ta magoada comigo?” Fiquei magoada só um momento, só. E na UTI sempre dizia que não estava magoada com ele, espero que ele tenha entendido.
Eu vi meu pai morrendo, isso é outra coisa que nunca vou esquecer, mas valeu à pena, fiquei junto dele ate o ultimo momento.
Pode parecer que só tenho lembranças negativas, mas não é assim. Guardo o sorriso dele na memória e de lá nunca vai sair.
E por ultimo quero falar, pai, que você foi meu herói e agradecer por tudo que fez por mim, pelas memórias que me deixou e pelas coisas que me ensinou. Obrigada, pai, por tudo. Te amo.
A figura paterna consiste em basicamente educar seu filho ao mundo, mas meu pai fez muito mais que isso.
Não sei como escrever sobre ele, porque era um homem que nem um milhão de palavras seria o bastante pra descrevê-lo. Era extremamente alegre, feliz, gentil, bonito, brincalhão, comunicativo... Seu humor era contagiante, em qualquer lugar fazia as pessoas sorrirem. Até no hospital, quando ficava internado, fazia amizades desde os doutores ate as moças que limpavam o quarto.
É muito difícil esquecer uma pessoa assim, ate hoje quando ficam sabendo da triste noticia ficam todos abalados. Sua memória está em todo lugar.
Todo tempo que esteve junto a mim e minha mãe, Fernando Santana deixou todo tipo de lembrança, a maioria boa.
Nem sei como começar a contar as mais marcantes, porém, vou começar com uma maravilhosa, seu discurso de formatura. Meu pai era orador da turma de administração 2004 da PUC Contagem e começou seu discurso – espontâneo – falando sobre mim, que eu era um dos motivos dele começar a estudar. Foi muito bom saber disso.
Uma das coisas que nos gostávamos muito era treinar aikidô. Sempre nas férias as tardes de terças e quintas íamos treinar. E depois passávamos num posto pra lanchar (eu e ele). Mas isso faz tanto tempo, ele nem teve tempo de usar sua faixa preta.
Quando eu era menor, domingo depois do almoço ele brincava comigo depois íamos dormir.
Antes de ter o câncer, meu pai havia ficado algumas vezes no hospital, o que deixou seu organismo debilitado, mas as vezes que estava com câncer e ia pro hospital víamos sua vontade de vencer a doença e seu organismo fraquinho, já não agüentando mais. Não é bom ver um familiar ou amigo assim, então pra todos que passam por isso desejo muita força.
Quando ficou doente, meu pai não quis contar a ninguém apenas minha mãe podia saber, mas mesmo acima de suas vontades ela me contou e contribui orando muito por sua saúde. Nunca vi meu pai aborrecido ou chateado, fazia de tudo pra esconder o que sentia.
Sei que nem todos os pais são bons como o meu era, mas fico muito revoltada ao escutar pessoas falando mal de seus pais, sinto falta do meu por isso não aguento escutar coisas como “meu pai é um saco”. Por isso, se você fala coisas assim repense suas atitudes. Seu pai – e sua mãe – te amam incondicionalmente, mas não são eternos e nunca sabemos o dia de amanha, não imaginava jamais que meu pai partiria sem pelo menos me ver formando na faculdade, mas isso não aconteceu. E sempre que possível, diga aos seus pais que os ama, porque se eu pudesse, diria mais uma vez que amo meu pai.
Uma outra coisa que me marcou, negativamente, foi nossa primeira e única briga, o motivo não vem ao caso, mas eu disse que eu tinha me magoado. E isso o feriu, pois quando ele tava deitado na cama esperando o SAMU – a ultima vez que eu o vi fora do hospital – ele pergunto se eu estava magoada com ele, pode passar 100 anos que nunca vou esquecer “Filha, você ta magoada comigo?” Fiquei magoada só um momento, só. E na UTI sempre dizia que não estava magoada com ele, espero que ele tenha entendido.
Eu vi meu pai morrendo, isso é outra coisa que nunca vou esquecer, mas valeu à pena, fiquei junto dele ate o ultimo momento.
Pode parecer que só tenho lembranças negativas, mas não é assim. Guardo o sorriso dele na memória e de lá nunca vai sair.
E por ultimo quero falar, pai, que você foi meu herói e agradecer por tudo que fez por mim, pelas memórias que me deixou e pelas coisas que me ensinou. Obrigada, pai, por tudo. Te amo.